A Área de Proteção Ambiental de Guapi-mirim foi criada pelo Decreto 90.225 em 25 de setembro de 1984, resultado de um movimento ambientalista da sociedade civil em conjunto com a comunidade científica.
Tem como principal objetivo proteger os remanescentes de manguezais situados no recôncavo da Baía de Guanabara e assegurar a permanência e sobrevivência de populações humanas que mantêm uma relação estreita com o ambiente, vivendo dos seus recursos naturais e mantendo ainda características tradicionais no convívio com a natureza.
Situada na porção leste da Baía de Guanabara, abrange parte dos municípios de Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo.
É a última área da Baía de Guanabara a apresentar características cênicas próximas ao período anterior à colonização europeia do País. Constitui um dos últimos trechos de manguezal contínuo de médio porte no estado do Rio de Janeiro.
A APA de Guapi-mirim conta com mais de 200 espécies de aves registradas, sendo a casa da maioria das espécies, e sítio de descanso e alimentação de aves migratórias. A Unidade possui uma pequena variedade de ambientes que concentram uma grande diversidade de Aves. Nela existem campos abertos e sujos, plantações, taboais, e os manguezais no ambiente estuarino.
Dentre as espécies residentes, podemos destacar o Tricolino, o Carretão, Beija-flor-de-bico-curvo e o Anu-coroca.
A APA de Guapi-mirim, juntamente com a ESEC da Guanabara, é sítio de descanso e alimentação para diversas espécies. Um dos grupos que frequentemente utilizam a área são as aves limícolas, sendo o Pernilongo-de-costas-brancas, Maçarico-pintado, Maçarico-de-colete, Maçarico-rasteirinho, Maçarico-de-bico-torto e Batuíra-de-bando comume avistados. Além desse grupo, diversas outras passam pela área durante a migração, como o charmoso Príncipe e a Águia-pescadora.